Em terras de mim







Faróis contra os céus a rebuscar
Pensares dispersos
Nuvens, açúcar em azul
Olhos perdidos
No imensidão da infância esquecida
por-do-sol em meus sonhares?
E o céu sangrava quando o sol partia
dedos do vento em meus cabelos
emaranhandos nós
longínquos tecidos
pés descalços vão
entre os galhos
reinos só meus
e a terra era minha
e me tocava
entre os dedos a sentia
nas sombras cúmplices das mangueiras
a terra era minha
meu lar
leito onde dormi e sonhei
meus cachos espalhados
selvagem menina...
pois a terra era minha
fria sob meu sonhos
fresca sob meus calores
moldável sob meus desejos
calorosa sob meus temores.

A terra era minha?
Ou eu era da terra?
E me perdi de ti
Quando deixei-te Gaia?
Gaia!
gaia...
Terra minha
Terna vinha,
Entre meus dedos a te rebuscar
Folhas torradas a me acomodar
A terra era minha
Em face te sentia
embebida de mágoas
me beijavas.
Porque a terra era minha.
E me deixavas sorrir.

Um comentário:

Carol disse...

Poesia
poesia
poesia!

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