Saci Saci

Saci saci  

No sítio do Seu Domingos
Certa noite fomos dormir
Acordamos assustados
Muito barulho por ali

De longe eu só ouvia
O assovio que arrepia
Era ainda tão guria
Na cama tremia

Os bichos espantados
A noite inteira de andanças
Os cavalos relinchavam
Lá fora estranhas festanças

Quando o sol nasceu
Foi aquela danação
No galinheiro um alvoroço
Penas por todo lado
E no pasto muito mais
O gado assustado
O Cocho virado
O Portão destravado
O Leite estragado
Tudo fora do lugar

Foi Saci, foi Saci, foi sim
Saci saci, vá para longe daqui
E Dona Domingas se benzia
Vendo as crinas trançadas
Dos cavalos suados

Foi o seu Tonho da Porteira
Que apareceu com a solução
Deixar naquela noite
De aguardente uma porção
De fumo do bom um montão
E tudo bem arrumadinho
Para contentar o brincalhão

E foi assim, foi sim, foi sim
Que no sitio dos Domingos
Nunca mais houve confusão

Tânia Souza

5 comentários:

Karin disse...

Eu gosto muito de nosso folclore, adorei o poema!

Abraço!

Karin disse...

Ah!

Tem um selo pra ti lá no Há um demônio...

P/ o Descaminhos sombrios, tb!

Abç!

Herege disse...

Muito bom o post!Muito bom mesmo! Sou apreciador de mitos, lendas e coisas do tipo. Deixando de lado a racionalidade e entrando no aspecto arquetípico do personagem, vejo o saci não como um ser, mas como uma raça de seres,uma das varias espécies de elementais da natureza.Seria a versão brasileira do Leprechaun.

Tânia Souza disse...

Valeu Karin, tbém sou apaixonada pelo folclore brasileiro, valeu pela visita e pelo selo ^^

Tânia Souza disse...

Herege, nunca tinha pensado no mito desse jeito, mas é bem interessante heim, muito obrigada pela leitura e pelo comentário.

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