São Paulo

São Paulo tem febre
ruas de mormaço,
garoa
e
fumaça.
 

Carne dilacerada
devassada
flor-espinho da calçada
traço em cores e poemores.

Tecida em canções

curvas e linhas
multidão e solidão

Devora os homens,
a massa,
amassa,
e enfim,
transpira jardins e cinzas maçãs!!!

3 comentários:

Aмbзr Ѽ disse...

linda cadência de versos e bela homenagem.

http://terza-rima.blogspot.com/

José de Castro disse...

Nem precisa dizer que sou fã dos teus escritos, um admirador. Gosto de te ler. Às vezes me alegra, às vezes me faz triste. Mas um bom poema tem mesmo essa magia: revirar a alma da gente por dentro. Um sorriso para você. Carinhosamente, José de Castro.
http://balaioliterario2.blogspot.com

Vagner de Alencar disse...

São Paulo tem baianos, que como o que vos fala, adorou a pureza desses versos.

Entre contos e versos, apresento-lhe minhas crônicas em http://vidaemcronicas.blogspot.com/

Beijo!

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