Delírios

Delírios

Passos esvoçantes sob chuvas secretas
Cachos molhados pingando frutais.

Percorrem o corpo indiscretas,
Gotas atrevidas cheirando a sol.

Escorrem libidinosas e curvas
Beijam pálidas e turvas, recantos outonais.

Se entregam cheios e úmidos,
Lábios mordentes de puro rosal.

Dedos longínquos dissolvendo os laços
Resvalam em lento e puro deslumbre.

Odores de terra molhada invadem sentidos
Diluem-se versos em rimas, sensabores outonais.

Olhos cerrados ao mundo, gotejam risos e lágrimas,
Relvas de puro jasmim em aquática dança.

Escapam libidinosos e ingênuos suspiros
Revelando festejos, íntimos festivais.

2 comentários:

A Ordem dos Primatas disse...

"Cheirando a sol"? incrível, adorei.

A Ordem dos Primatas disse...

po vc vai ter q perdoar a minha grosseiria e perversão, mas eu entendi essa poesia como uma descrição extremamente magnífica e sensitiva de uma masturbação feminina... desculpa se não eh isso.

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